O novo Mitsubishi Pajero de quinta geração contra o Land Cruiser: o que se sabe e quem ganha

O novo Pajero é um jipe de sete lugares com chassis de longarinas da pick-up Triton, motor diesel 2.4 (204 cv, 480 Nm), caixa automática de 8 velocidades e Super Select 4WD-II. A Mitsubishi aponta diretamente ao Toyota Land Cruiser 250 — o Prado, como ainda é conhecido fora da Europa — e, no papel, quase acerta: as mesmas dimensões, mais altura ao solo, um preço 5–8% abaixo e uma terceira fila mais habitável. O Land Cruiser responde com mais binário, tração integral permanente, um motor 2.8 com provas dadas e um valor de revenda que ninguém discute. Para Portugal, a resposta é curta: a Europa não está na lista de mercados do novo Pajero.

O novo Mitsubishi Pajero de quinta geração numa rampa de demonstração na estreia mundial em Tóquio, em setembro de 2026
Estreia mundial em Tóquio, 2 de setembro de 2026: o novo Pajero sobe a rampa de demonstração. Por baixo da carroçaria há um chassis de longarinas separado, herdado da pick-up Triton — o primeiro desde a segunda geração. Photo: carsales, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (resized)

Há cinco anos, o Pajero saiu de produção sem alarde, e parecia que de vez: a Mitsubishi apostou nos SUV urbanos, e a lenda das doze vitórias no Dakar ficou nas listas dos melhores 4x4 de todos os tempos. Em setembro de 2026 o nome regressou — e não num SUV de cidade, mas num todo-o-terreno a sério, com chassis e redutoras. Reunimos aqui tudo o que a Mitsubishi anunciou oficialmente sobre a quinta geração, os primeiros preços no Japão e na Austrália, uma comparação detalhada com o Toyota Land Cruiser 250, o lugar do novo Pajero ao lado do Land Cruiser 300, do Ford Everest e dos jipes que se vendem na Europa — e a pergunta inevitável: vai chegar a Portugal?

O regresso do Pajero: o que foi apresentado a 2 de setembro#

A estreia mundial decorreu em Tóquio a 2 de setembro de 2026. É a quinta geração do modelo — depois dos Pajero de 1982, 1991, 1999 e 2006. A quarta geração deixou a linha de montagem japonesa em 2019 e as exportações terminaram em 2021; desde então, o nome sobrevivia apenas no Pajero Sport. O novo Pajero é produzido na Tailândia, e a Mitsubishi definiu o calendário por anos fiscais:

  • Tailândia — o primeiro mercado do mundo. Segundo a imprensa tailandesa, os preços são anunciados a 19 de outubro, data em que arrancam as vendas.
  • Japão e Austrália — até ao fim do ano fiscal de 2026 (ou seja, até março de 2027). As entregas australianas começam em dezembro; no Japão, o anúncio oficial está marcado para 29 de outubro e, segundo a imprensa japonesa, a entrega de algumas versões prolonga-se até à primavera de 2027.
  • Cerca de 100 países — a partir do ano fiscal de 2027: Sudeste Asiático, América Latina e Médio Oriente.

A grande decisão técnica é o chassis de longarinas separado. A terceira e a quarta gerações usavam uma carroçaria monobloco com longarinas integradas — confortáveis em estrada, mas não as mais resistentes em todo-o-terreno duro. O novo Pajero assenta no chassis da pick-up Triton da geração atual (conhecida também como L200), mas recebe uma suspensão traseira própria, de cinco braços e molas helicoidais, em vez das molas de lâmina da pick-up. O posicionamento também é novo: é o topo de gama da marca, acima do Pajero Sport, e a imprensa especializada aponta-lhe como rivais diretos o Toyota Land Cruiser 250 e o Ford Everest. A procura existe, a julgar pela Austrália: antes ainda da estreia, havia mais de 3000 pré-reservas.

Motor, caixa e tração integral#

Há um só motor para todos os mercados — um turbodiesel 2.4 da série 4N16 com um único turbo de geometria variável e sistema AdBlue: 204 cv (150 kW) às 3500 rpm e 480 Nm entre as 1750 e as 2500 rpm; em algumas especificações, o binário fica limitado a 470 Nm. Há quem lhe chame «biturbo», mas é uma confusão com a Triton, cuja versão de topo do mesmo motor tem de facto dois turbos. No Pajero, segundo os dados oficiais, o turbo é só um. Não há versão a gasolina, e os rumores de um híbrido plug-in que circularam antes da estreia não foram confirmados pela Mitsubishi.

A caixa é uma nova automática de 8 velocidades, no lugar da de seis da Triton. É o que os primeiros ensaios mais elogiam: a 140 km/h em oitava, o motor gira a cerca de 2000 rpm, e as passagens ficaram bem mais suaves. A transmissão é o Super Select 4WD-II, o grande trunfo do Pajero em todas as gerações:

  • 2H — tração traseira para asfalto seco: menos perdas, menos consumo;
  • 4H — tração integral permanente com diferencial central, em qualquer piso e a qualquer velocidade;
  • 4HLc — diferencial central bloqueado para lama, areia e neve;
  • 4LLc — redutoras com o centro bloqueado para o todo-o-terreno duro.

Por cima disto há o bloqueio do diferencial traseiro (não em todas as versões — já lá vamos), sete modos de condução (Normal, Eco, Gravel, Snow, Mud, Sand, Rock) e o S-AWC, um sistema que, travando seletivamente as rodas, distribui a tração entre o lado esquerdo e o direito (Active Yaw Control) e ajuda o carro a curvar. O Land Cruiser tem tração integral permanente — e não tem o modo 2H, que poupa combustível em asfalto seco.

Carroçaria, geometria e habitáculo#

As dimensões são 4920 × 1925 × 1910 mm, com 2870 mm de distância entre eixos. A altura ao solo é de 230 mm, os ângulos de ataque, ventral e de saída são de 30,4°, 22,6° e 25,8°, e a distribuição de peso é de 52:48. A versão australiana Exceed pesa 2383 kg em ordem de marcha, reboca até 3,5 t e tem um depósito de 80 litros.

O novo Mitsubishi Pajero de 2026 de perfil no palco da estreia mundial em Tóquio
O perfil da quinta geração: 4920 mm de comprimento, 2870 mm entre eixos, 230 mm de altura ao solo. Praticamente as medidas do Land Cruiser 250 — mas 55 mm mais estreito, o que se nota num estradão de serra ou num trilho apertado. Photo: carsales, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (cropped and resized)

O habitáculo tem três filas e sete lugares (na Austrália, a versão de base GLS também existe com cinco). A segunda fila desliza, e isso pesa mais do que parece: a publicação japonesa MOTA, que mediu o espaço, escreve que seis adultos aguentam bem 45 minutos de viagem no Pajero — enquanto no Land Cruiser a segunda fila fixa deixa a terceira quase rente ao chão. O reverso é a bagageira: com a terceira fila levantada é simbólica, e na comparação australiana da carsales o volume declarado da bagageira do Pajero fica bem abaixo do do Land Cruiser e do Everest.

O equipamento é de um nível que a Mitsubishi nunca tinha tido: um ecrã monolítico de 14,3 polegadas (12,3 nas versões de base), climatização de três zonas, som Yamaha com 12 altifalantes, oito airbags — incluindo um central entre os bancos da frente —, cruise control adaptativo com manutenção na faixa MI-PILOT e câmaras de visão 360° com vista por baixo do carro, na prática um «capô transparente» para o todo-o-terreno.

Interior do novo Mitsubishi Pajero: ecrã monolítico de 14,3 polegadas, acabamento em pele castanha e volante à direita da versão japonesa
A versão japonesa, com volante à direita: ecrã de 14,3 polegadas, botões físicos da climatização por baixo, câmaras de visão 360°. Os Pajero do Japão, da Tailândia e da Austrália têm todos volante à direita. Photo: carsales, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons (resized)

As primeiras impressões de condução vêm, por enquanto, só da pista de ensaios de Okazaki, no Japão, onde os jornalistas guiaram carros de série. A australiana CarsGuide elogia o silêncio a velocidade de autoestrada, o comportamento em curva para um carro com este peso e «o interior mais luxuoso da história da Mitsubishi», mas sublinha o essencial: ao Pajero falta força — no arranque parece mais pesado e preguiçoso do que os rivais. O todo-o-terreno nem sequer foi testado nestes ensaios.

Preços: Japão e Austrália#

No Japão, segundo a MOTA, a gama tem quatro versões, todas diesel, com tração integral e sete lugares:

Versão (Japão) Preço O que importa
GLS 6.193.000 ¥ base, ecrã de 12,3″
GSR 6.765.000 ¥ pele, ecrã de 14,3″, bloqueio do diferencial traseiro
Exceed 6.930.000 ¥ mais cara que a GSR, mas ecrã de 12,3″ e sem bloqueio
Super Exceed 7.950.800 ¥ equipamento máximo

Preços segundo a publicação japonesa MOTA (setembro de 2026); o anúncio oficial no Japão é a 29 de outubro.

Atenção a uma armadilha: na gama japonesa, a Exceed é mais cara do que a GSR, mas não tem bloqueio do diferencial traseiro — e para quem compra um Pajero a pensar no todo-o-terreno isso vale mais do que pele e ecrãs. As versões com o mesmo nome são montadas de forma diferente consoante o mercado (na Austrália, por exemplo, a GSR é a mais cara), por isso o que conta é o equipamento concreto, não o nome.

Na Austrália, os preços já são conhecidos: desde 68.490 dólares australianos pelo GLS de cinco lugares até 84.990 pelo GSR — contra 73.200–101.365 do Prado. A Mitsubishi dá lá 10 anos ou 200.000 km de garantia (com manutenção no concessionário) e revisões a cada 15.000 km — o Prado australiano pede revisão a cada 10.000 km ou seis meses. Para um leitor português, estes números não se traduzem num preço por cá, mas dizem muito sobre a relação de preços entre os dois.

Pajero contra Land Cruiser 250: a tabela#

O duelo principal. O Land Cruiser 250 — vendido na Europa simplesmente como Toyota Land Cruiser — também tem chassis, também tem sete lugares e também é recente (2023), por isso a comparação é justa: duas gerações novas, dois turbodiesel de quatro cilindros, a mesma classe.

Parâmetro Mitsubishi Pajero (2026) Toyota Land Cruiser 250
Diesel 2.4 turbo (4N16) 2.8 turbo (1GD-FTV)
Potência / binário 204 cv / 480 Nm 204 cv / 500 Nm
Caixa automática de 8 automática de 8
Tração integral Super Select: 2H / 4H / 4HLc / 4LLc permanente, bloqueio central
Comprimento / largura / altura 4920 / 1925 / 1910 mm 4925 / 1980 / 1925–1935 mm
Distância entre eixos 2870 mm 2850 mm
Altura ao solo 230 mm 210–225 mm
Peso (Austrália) 2383 kg 2530 kg
Reboque (Austrália) 3500 kg 3500 kg
Depósito (Austrália) 80 l 110 l
Consumo WLTC (Japão) 12,1 km/l ≈ 8,3 l/100 km* 11,0 km/l ≈ 9,1 l/100 km
Preço no Japão 6,19–7,95 milhões ¥ 5,20–7,35 milhões ¥ (diesel)
Preço na Austrália 68.490–84.990 A$ 73.200–101.365 A$

* Valor provisório. Os consumos são do ciclo japonês WLTC, sem a fase de velocidade muito alta do WLTP europeu — não os compare com valores WLTP homologados na Europa. Preços do Land Cruiser no Japão: os de lançamento, de 2024. A altura e a altura ao solo do Land Cruiser variam com o mercado e os pneus.

E o Land Cruiser que se compra na Europa? Aqui só existe com o diesel 2.8 de 204 cv, caixa automática de 8 e, desde o outono de 2025, hibridização ligeira. Na Alemanha — o maior mercado europeu — a tabela começa nos 82.490 € em 2026. O consumo WLTP homologado é de 10,6–10,8 l/100 km.

Quem ganha: ponto por ponto#

Onde o Pajero é mais forte:

  • Preço. Em versões comparáveis, o Pajero é cerca de 5–8% mais barato, no Japão e na Austrália: a Exceed japonesa custa 6,93 milhões de ienes contra 7,35 milhões do Land Cruiser ZX diesel, e a versão de base australiana 68.490 dólares contra 73.200.
  • Geometria e dimensões. 230 mm de altura ao solo contra 210–225, e uma carroçaria 55 mm mais estreita — num estradão ou num trilho com rodeiras isso sente-se.
  • Terceira fila. A segunda fila deslizante faz do Pajero um verdadeiro sete lugares; o Land Cruiser só é confortável, a sério, com cinco.
  • Transmissão em estrada. O Land Cruiser não tem modo 2H, e o S-AWC dá mais estabilidade em piso escorregadio: menos consumo em cidade, mais confiança no inverno.
  • Consumo homologado. No ciclo japonês WLTC, cerca de 9% abaixo — embora o valor do Pajero seja ainda provisório.

Onde o Land Cruiser é mais forte:

  • Força. 500 Nm e 2,8 litros contra 480 Nm e 2,4 — e os primeiros ensaios do Pajero confirmam-no: carregado e com reboque, a diferença será maior do que a tabela sugere.
  • Motor com provas dadas. O 1GD-FTV equipa o Prado e a Hilux desde 2015: as suas doenças de infância (o filtro de partículas caprichoso dos primeiros anos) estão há muito estudadas, e as oficinas conhecem-no de cor. O 4N16 trabalhava até agora sobretudo na pick-up Triton — como se vai portar com a nova caixa num carro de 2,4 toneladas só os primeiros anos o dirão.
  • Autonomia. O depósito de 110 litros do Prado australiano dá quase 1450 km homologados — o Pajero, com 80 litros, não chega lá.
  • Articulação. A barra estabilizadora dianteira desligável SDM das versões de topo dá ao eixo da frente mais curso em todo-o-terreno.
  • Rede e valor residual. O Land Cruiser é vendido e assistido oficialmente na Europa, e o seu valor de revenda é uma referência em qualquer mercado. O Pajero regressa depois de cinco anos de pausa e, na Europa, nem sequer será vendido.

Sobre fiabilidade é cedo para julgar — o Land Cruiser 250 está no mercado há três anos, e o Pajero ainda nem chegou aos clientes. Os pontos fracos documentados das gerações anteriores — injetores e EGR dos diesel, a corrente de distribuição do 4M41 no Pajero antigo, os pistões rachados dos primeiros 1KD no Prado — estão reunidos nas páginas do Mitsubishi Pajero e do Land Cruiser Prado na nossa base de conhecimento.

E o «verdadeiro» Land Cruiser 300?#

Quando se fala em «Land Cruiser» noutros mercados, muitas vezes pensa-se no maior Land Cruiser 300. O novo Pajero não compete com ele — é outra classe. O LC300 tem V6: um diesel 3.3 biturbo (cerca de 300 cv e 700 Nm) ou um 3.5 a gasolina de 415 cv, com caixa automática de dez velocidades. Na Europa, de resto, a questão nem se põe: a Toyota não vende o LC300 por cá. O rival natural do LC300 é o Nissan Patrol, não o Pajero: desde o Pajero IV com o V6 3.8, a Mitsubishi não tem nada deste tamanho com motor V6.

Se mesmo assim compararmos com o LC300 pelo espírito, o Pajero tem um argumento: o custo de utilização. Um diesel de quatro cilindros, menos peso e o modo 2H no dia a dia saem bem mais baratos — combustível, impostos, pneus e seguro de um carro de 204 cv e de um com mais de 300 são orçamentos diferentes, como mostramos no custo por quilómetro de um carro.

Os outros rivais: Everest, Pajero Sport e os jipes europeus#

  • Ford Everest — o rival mais incómodo na Ásia e na Austrália: diesel V6 3.0 de 600 Nm, caixa automática de dez, passagem a vau de 800 mm e preço de entrada abaixo do Pajero (desde 58.990 dólares australianos). Mas também não se vende na Europa — serve aqui apenas de referência global.
  • Pajero Sport — o irmão mais novo, que não desaparece. Assenta na plataforma da Triton da geração anterior, com diesel 2.4 de 181 cv, e é mais barato do que o novo Pajero. Também não é vendido na Europa. O novo Pajero não o substitui — fica por cima dele.
  • Land Rover Defender, Ineos Grenadier, Jeep Wrangler, Mercedes Classe G — é isto que um comprador europeu pode, de facto, encomendar se quiser um todo-o-terreno a sério, com garantia e assistência oficial. Nenhum deles joga no preço do Pajero, e é precisamente esse o espaço que fica vazio na Europa.

O novo Pajero vai chegar a Portugal?#

Pelo que se sabe hoje, não. A lista de mercados da Mitsubishi — Tailândia, depois Japão e Austrália, e a partir do ano fiscal de 2027 cerca de 100 países do Sudeste Asiático, da América Latina e do Médio Oriente — não inclui a Europa. Alguns pontos ajudam a perceber porquê, e o que isso significa para quem estava à espera:

  • A gama europeia da Mitsubishi é outra. Na Europa, a marca vende sobretudo modelos de base Renault e o Outlander PHEV. Um diesel de 2,4 toneladas pesaria nas metas de CO2 da frota que a UE impõe aos construtores — é a explicação mais provável, embora a Mitsubishi não o tenha dito.
  • Volante à direita primeiro. A Tailândia, o Japão e a Austrália circulam pela esquerda, e os primeiros Pajero do mundo terão volante à direita. Os de volante à esquerda chegam com as entregas ao Médio Oriente e à América Latina, a partir do ano fiscal de 2027 — e continuarão sem homologação europeia.
  • Importação particular: possível, pouco realista. Sem homologação europeia, um Pajero importado exigiria homologação individual no IMT — processo caro e demorado —, não teria garantia de fábrica nem assistência da marca, e o ISV, com a sua componente de CO2, tornaria a fatura muito pesada para um diesel destes.

Conclusão: em Portugal, o novo Pajero é um carro para acompanhar, não para comprar. Se a Mitsubishi mudar de ideias para a Europa, esta é a ficha técnica com que vai chegar.

O que vigiar nos primeiros carros#

  • Campanhas de recolha. Os primeiros anos de qualquer modelo novo são de recolhas: o Land Cruiser 250, por exemplo, teve campanhas por um quadrante que podia não mostrar avisos no arranque e por uma câmara de visão 360° que congelava. Vale a pena acompanhar as do Pajero antes de tirar conclusões.
  • Filtro de partículas e AdBlue. Um diesel moderno com catalisador SCR tolera mal uma vida de trajetos curtos em cidade: no Pajero Sport com o motor da série anterior, 4N15, o filtro de partículas entupido e a diluição do óleo pelo gasóleo são das queixas mais frequentes. Se o carro vai andar só em cidade, pergunte-se com franqueza se precisa de um diesel.
  • O equipamento, não o nome. O bloqueio do diferencial traseiro, o tamanho do ecrã e até o número de lugares variam de mercado para mercado — a Exceed japonesa, por exemplo, não tem bloqueio.
  • O seu consumo real, desde o primeiro depósito. Enquanto um modelo novo não tem estatística de proprietários, o seu próprio número é o melhor sensor de saúde do carro: um aumento brusco do consumo num diesel é muitas vezes o primeiro sintoma de problemas no filtro de partículas ou nos injetores. Explicamos como fazer as contas no artigo sobre calcular o consumo real.

Perguntas frequentes#

Quando chega o novo Mitsubishi Pajero ao mercado?

A Tailândia é o primeiro mercado, com vendas a partir do outono de 2026. Até ao fim do ano fiscal de 2026 (março de 2027) segue-se o Japão e a Austrália, e a partir do ano fiscal de 2027 cerca de 100 países do Sudeste Asiático, da América Latina e do Médio Oriente. A Europa não consta da lista.

Que motor tem o novo Pajero?

Um só: um turbodiesel 2.4 da série 4N16 com um único turbo de geometria variável — 204 cv e 480 Nm (470 Nm em algumas especificações), caixa automática de 8 velocidades e AdBlue. A Mitsubishi não anunciou versões a gasolina nem híbridas.

O novo Pajero é o mesmo que o Pajero Sport?

Não. O Pajero Sport continua como modelo à parte e mais acessível. O novo Pajero fica acima dele: chassis de longarinas da Triton da geração atual, sete lugares, sistema S-AWC e um interior mais caro.

O que é melhor — o novo Pajero ou o Toyota Land Cruiser 250?

O Pajero é mais barato em versões comparáveis, tem mais altura ao solo (230 contra 210–225 mm), é mais estreito e tem a segunda fila deslizante, o que torna a terceira utilizável por adultos. O Land Cruiser puxa mais (500 Nm), tem tração integral permanente, um motor 2.8 com provas dadas e um valor de revenda sem rival. Para uma família de sete, o Pajero faz mais sentido; para expedições e revenda, o Land Cruiser.

O novo Pajero vai ser vendido em Portugal?

Não está previsto. A Europa não faz parte da lista de mercados da Mitsubishi para o novo Pajero, e a gama europeia da marca é feita sobretudo de modelos de base Renault e do Outlander PHEV.

É possível importar um novo Pajero para Portugal?

Em teoria, sim, mas é pouco realista. As versões da Tailândia, do Japão e da Austrália têm volante à direita e não têm homologação europeia, pelo que exigiriam homologação individual no IMT, sem garantia de fábrica — e o ISV, com a sua componente de CO2, tornaria a fatura muito pesada.

Qual será o consumo real do novo Pajero?

O valor japonês provisório no ciclo WLTC é de 12,1 km/l, ou cerca de 8,3 l/100 km. Ainda não há medições de proprietários, mas nos jipes diesel de chassis o consumo real costuma ficar 15–30% acima do valor de laboratório, por isso uma referência razoável é 9,5–11 l/100 km em utilização mista.

Veredicto: a quem serve o Pajero, a quem serve o Land Cruiser#

O novo Pajero não é um projeto de nostalgia, mas uma resposta muito bem apontada ao Land Cruiser 250: dimensões equivalentes, mais altura ao solo, uma terceira fila utilizável, o Super Select com modo 2H e um preço uns pontos percentuais abaixo. Para quem precisa de um jipe de chassis com sete lugares para a família e viagens longas, o Pajero é, no papel, a escolha mais racional. Para quem valoriza a força a rebocar, um motor com anos de provas, a rede oficial e o valor de revenda, o Land Cruiser continua a ser a aposta mais segura — e, na Europa, a única das duas que se pode comprar. O veredicto final não sairá das tabelas, mas dos dois primeiros anos de utilização.

Seja qual for o jipe, o Brimly ajuda a mantê-lo sob controlo: calcula o consumo real entre atestos completos, guarda o histórico de manutenção e lembra as revisões pela quilometragem. E se quiser perceber quanto lhe vai custar um carro concreto, pergunte ao assistente de IA gratuito: o plano de manutenção e os pontos fracos conhecidos do Prado, do Land Cruiser e dos Pajero anteriores estão na sua base de conhecimento verificada.